Picadas de escorpião são maior causa de atendimentos

Em 2016, o Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox), localizado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), registrou mais de 3.800 atendimentos. Desses, mais de 1.500 foram inseridos na categoria denominada drogas de abuso, que compreendeu em 40% os casos provenientes de uso abusivo de bebidas alcoólicas, além de alguns casos relacionados à ingestão excessiva de remédios.

Através do Ciatox, Sergipe tem registrado um grande avanço no tratamento de pacientes com intoxicação e acidentados por animais peçonhentos. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o Huse notificou mais de 600 pessoas nestas situações. Após dar entrada no hospital, o paciente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médico, enfermeiros e farmacêuticos que o auxiliam no tratamento.

De acordo com o coordenador do Centro, Antônio Venâncio, é de extrema importância saber reconhecer os sintomas ainda no local do acidente, para que os cuidados necessários sejam administrados da melhor forma possível. “Caso a pessoa tenha ingerido algum medicamento, ou tenha sido picado por algum animal peçonhento, é de grande importância que ele leve esse agente causador até a unidade de saúde para identificação, para que o tratamento seja correto e feito com rapidez”, declarou Venâncio.

Em Sergipe, segundo estatísticas do Ciatox, em 2016 a maior parte dos casos de acidentes por animais peçonhentos se deu por picada de escorpiões e aconteceram em residências. As principais vítimas são donas de casa que, ao realizarem tarefas domésticas, acabam sendo picadas por esses animais. Nesse caso, nenhum procedimento caseiro deve ser realizado, a exemplo de torniquetes, uso de álcool no local da picada ou até mesmo sucção do ferimento na tentativa de retirar o veneno. O paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima.

Por outro lado, os pais devem evitar ao máximo o contato de crianças com produtos químicos, entre eles remédios, produtos de limpeza e de higiene pessoal. “Já recebemos no Huse crianças afetadas pelos mais diversos tipos de toxicantes. É importante que os pais deixem esses materiais sempre em ambientes fechados com chave ou fora do alcance dos filhos. Somente a prevenção pode evitar acidentes dessa natureza”, ressaltou o coordenador.

O que fazer?

Além de contar com a orientação e o atendimento oferecido pelas equipes do Samu através do 192, o cidadão que estiver diante de uma problemática relacionada à intoxicação pode entrar em contato com o Ciatox através do 0800 722 6001. A ligação é gratuita, com atendimento 24 horas. Na ligação serão passadas as primeiras recomendações que devem anteceder o encaminhamento do paciente para a unidade de saúde mais próxima.

Fonte: SES

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