Creches municipais cuidam de mais de duas mil crianças

Nenhuma mãe gostaria de se separar do filho nos primeiros 12 meses de vida dele, mas a necessidade de trabalhar impõe o sacrifício. Nestas horas é tranquilizador contar com um lugar seguro e acolhedor para deixar a criança. A creche Berenice Campos, no bairro Porto D’Anta, zona Norte de Aracaju, é um desses espaços. O local é mantido pela Prefeitura Municipal de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Educação (Semed).

A diarista Iris Yasmin Santos, 23 anos, é mãe de três meninas. A mais nova tem apenas um ano e sete meses, chega a passar mais de dez horas na unidade. “Eu trabalho dois dias na semana e preciso que minhas filhas estejam aqui. Elas são bem tratadas, se divertem, estudam e se alimentam bem. Não tenho nada do que reclamar, graças a Deus”, conta Iris que depende bastante da creche para poder trabalhar.

Assim como Iris Yasmin, outras mães também contam com o serviço da unidade. Somente no Porto D’Anta são 87 crianças, de um a três anos de idade. Destas, 60 permanecem em tempo integral, das 6h30 às 16h30. As demais ficam em tempo parcial, das 7h às 11h.

A diretora da unidade, a pedagoga Raquel dos Santos, informa que são 22 profissionais empenhados em fazer o melhor para estas crianças. “Estamos trabalhando acima da capacidade para atender a comunidade que necessita. Às vezes, a gente fica de coração apertado porque, além do Conselho Tutelar, todos os dias chegam de duas a três mães procurando vaga”, explica.

Cuidado

Além do carinho e da atenção, há a responsabilidade pedagógica. Todas as 87 crianças passam por projetos educativos, até mesmo as mais novas. “Realizamos todo um conjunto de atividades, rotinas e eventos. Todos os funcionários são integrados no processo, um termina o trabalho que o outro começa”, afirma Raquel.

A agente de limpeza Acácia Batista é funcionária da unidade. Ela tem duas sobrinhas que ficam na creche parte do dia.  Ela diz que a família fica tranquila quando as crianças estão na unidade. “É preciso ver a luta desse povo para colocar uma criança aqui, isso porque a comunidade sabe da organização do local”, declara a também moradora do Porto D’Anta.

Responsabilidade

A alimentação é um dos pontos que são observados. Tudo é acompanhado por nutricionistas. “A Semed envia as nutricionistas regularmente para fazer o acompanhamento, com o cardápio sempre exposto para os pais saberem qual alimentação está sendo fornecida aos filhos. A empresa prestadora do serviço também supervisiona”, informa.

Além disso, não é permitido aos pais enviar alimentos de casa. “A gente adota essa postura porque pode surgir alguma questão e a gente não saber se foi da alimentação daqui ou não. É tanto que para cada alimentação, são separadas três amostras por quatros dias, porque se houver algum problema, elas são encaminhadas ao laboratório para averiguação”, completa a gestora.

As carteiras de identificação são sempre exigidas. A criança só é liberada com ela. Os horários também são seguidos à risca, tanto para a alimentação, quanto na saída. No caso de doença, a criança não pode ser levada à creche durante o período de tratamento, para evitar o contágio.

Outras creches

Atualmente, são 26 unidades que atendem 2.178 crianças na capital, uma estrutura construída durante a gestão anterior de Edvaldo Nogueira. Elas funcionam dentro das Escolas de Educação Infantil da Semed. O acolhimento é feito do quarto mês aos três anos e onze e meses.  Todas as unidades dispõem de uma estrutura necessária, incluindo parquinho e brinquedoteca com livros adequados à faixa etária da garotada.

Segundo a coordenadora da Educação Infantil da Rede Municipal de Aracaju, Núbia Josânia Paes de Lira, a creche proporciona aprendizado a toda a sociedade.  “A gente busca transformar o período em que a criança está longe dos pais, em um período positivo para a formação dela. É por isso, que trabalhamos com o conceito de escola porque se esse conceito for positivo, a criança vai crescer tendo uma imagem boa do meio escolar”, coloca.

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