ARTIGO: A busca pela verdade X o mero corporativismo

Lamentável que tenham vindo à tona conversas de escutas telefônicas que apontam para a suposta compra de vereadores na Câmara Municipal de Aracaju, relacionadas com as investigações de irregularidades em “contratos do lixo” na Capital. Isso sem dúvidas causou um mal estar na sociedade e em todos os vereadores, principalmente pelo fato de não terem sido explicitados nomes, o que põe todos sob suspeita.

Sabemos que não se pode acusar nem condenar sem provas e um devido processo legal, assim como, não podemos pecar pela generalização. Pois a imagem de eventuais parlamentares malfeitores não se confunde com a imagem do parlamento, e isso tem que estar bem claro para a sociedade. 

Nesse momento, é importante que os vereadores não caiam no erro de adotar uma postura defensiva meramente corporativista, ao invés de buscar defender e preservar a imagem parlamento mostrando à sociedade uma busca incessante pela veracidade dessas informações, a fim de que, se procedentes, possam ser extirpados da Câmara Municipal eventuais malfeitores.

Sabemos que são graves as informações, mas não podemos reagir como se fosse absurda a possibilidade de algum vereador possuir relações promíscuas com agentes que busquem interferir na isenção do parlamento em casos que apurem crimes contra a administração pública, principalmente, diante de tudo que vem acontecendo em nosso Estado e em nosso país. 
Inclusive, alimentar a Teoria do Absurdo e apenas a indignação geral entre os parlamentares, sem que seja feita uma análise sensata do fato, só é útil a quem eventualmente tenha cometido algum erro, e pode fazer muita gente boa parecer conivente ou omissa diante das possíveis ilegalidades que possam ter ocorrido, em nome de um corporativismo nefasto.
Digo isso pois, algumas reações por parte de vereadores, passaram a impressão de estarem muito mais preocupados em desmentir as afirmações, combatendo uma espécie de “calúnia coletiva”, do que em buscar apurar a veracidade das mesmas para, caso confirmadas, punir eventuais casos de corrupção no parlamento.
Claro que todos torcemos para que tudo isso não passe de um mal entendido, mas, é óbvio, que pelas circunstâncias em que as informações foram coletadas, possivelmente não serão reafirmadas ou esclarecidas em juízo. Ou alguém espera que a pessoa interceptada produza prova contra si? 


Sendo assim, a pura e simples busca da negativa do que foi dito na interceptação telefônica não deve ser o suficiente, pois não irá limpar a imagem do parlamento e  pode manchá-la mais ainda, se a população entender, que ao invés da  busca pela verdade, o que se sobressai é mero corporativismo…

Hebert Pereira – da REDE Sustentabilidade.
Hebert Pereira – Foto Facebook

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